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segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

AMIZADE

Podemos contar nos dedos
Os amigos verdadeiros...
Os que guardam os segredos
Dos nossos anos primeiros;

Amigos só de aparência
Passam por nós como o vento...
Nunca mostram transparência
Nem um doce sentimento;

Amigo de convivência
O qual chamamos de irmão...
É para nossa alma a essência
Que dá vida ao coração;

A amizade é um cristal
Que reluz dentro de nós...
Quando vem ao natural
Jamais nos deixará sós;

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

FICANTES

Não existe mais magia
Nas almas perambulantes...
Corações sem alegria
Batem em peitos errantes;

Só querem beijo na boca...
Pensam que é só curtição...
É tanta cabecinha oca
Nas mãos de cada tipão;

Nas festas da perdição
Ficam sem saber com quem...
Depois chora o coração
Mergulhado no desdém;

Gostam de fazer listinhas
Como se fosse um troféu...
Sempre terminam sozinhas
Vislumbrando o triste céu;

É tanto tempo perdido
Passando de mãos em mão...
Beijando o desconhecido
Pela simples atração;

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

OS CORPOS NUS

Os corpos nus vão rolando
Pela cama perfumada...
Aromas divinizando
As horas da madrugada;

Corpos suados do amor
Que acontece na magia...
Do toque leve na flor
Da mulher em alegria;

Caminhos idolatrados
Percorridos pelos beijos...
Corpos ficando molhados
Na saciação dos desejos;

Nesta chama de carinhos
Bate forte o coração...
Os lábios ganham beijinhos
Nas noites de viração;

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

O QUE SOMOS NÓS

Somos cabeças pensantes...
Corações sempre aos pedaços...
Chorando as dores constantes
Dos amores já sem laços;

Somos lampejos de luz...
Lindas flores coloridas
Que a primavera conduz
Assim como as nossas vidas;

Somos estrelas celestes
Brilhando lá nas alturas...
Vestidinhas com as vestes
Dos anjinhos em canduras;

Somos a nova consciência
Livre das limitações...
Cada um é uma experiência
A engrandecer corações;


segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

VELÓRIO

Divulgação na rádio da cidade...
Corpo sendo velado na câmara-ardente;
Corpo morto na trágica idade
E retorcido como venenosa serpente;

Estranhos entram sem necessidade...
Até parente que se diz parente...
Que nunca visitou quem perdeu a liberdade
E terminou numa cama doente;

No velório um padre dialogando
Para pessoas ali em tudo reparando...
Principalmente nas vestimentas do morto!

Morto que descansa no eterno conforto
Do caixão, sem a alma que está presente...
Soprando no ouvido de toda essa gente!