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segunda-feira, 27 de outubro de 2014

O BANQUETE

Carne nova descendo a cova fria...
Vermes gordos pisando sobre mim
Coberto por um terno de cetim...
Vermes fazendo de mim moradia;

Fazem valetas... tanta é a euforia
De comer uma carne carmesim...
De comer um pulmão, um baço, um rim...
Que esqueceram-se da melancolia;

Estão todos sentados no meu crânio
Raspando os duros ossos de titânio...
Lustrando o meu estático esqueleto;

É um farto banquete para os vermes...
São tantos os pedaços de epidermes
Sendo comidos num prato completo;                             

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

O ESPÍRITO NÃO MORRE

Morre o cérebro, o coração
E cada músculo em movimento;
Gela o sangue em circulação...
E se apaga a chama do sentimento;

Morre a fala, a visão...
A mente e cada pensamento...
Juntos com o amor e a paixão
E os doces minutos dum momento;

Morre a esperança de um amanhã
Ver o rio silencioso que corre
Ao som melodioso de um rouxinol;

Morre tudo no afã!
Só o espírito não morre...
Este vai em direção ao sol...                                                    

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

A MÍDIA

A mídia comanda tudo...
Manipula informações...
Tornando-te mais um mudo
A aceitar tais condições;

Pare de ver acidentes...
De alimentar tais tragédias;
Busque canais diferentes...
Existem tantas comédias;

Querem mostrar o ruim
Pois isto gera mais medo...
Todos só pensam no fim
Desta terra do segredo;

O segredo é ver o belo
Que a vida nos oferece...
Todos somos um castelo
Feito do amor que nos tece;


segunda-feira, 6 de outubro de 2014

NAMOROS ARTIFICIAIS

Se conhecem numa noite...
Trocando beijos vazios;
Depois levam um açoite
Dos pensamentos doentios;

Namoram o celular...
Fotografam a comida...
Mal conseguem dialogar
Sobre o belo desta vida;

Um dos dois tem a coleira
Que escraviza a liberdade;
O amor desce uma ladeira
Por sua própria vontade;

Vejo troca de carinhos...
Os dedos sempre alisando
Os mais de mil modelinhos
De celulares vibrando;

Namoros artificiais...
Brigas o tempo todo...
Lágrimas amargas, reais...
Rolam do rosto no lodo;