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sexta-feira, 25 de novembro de 2016

O DESPERTAR















O DESPERTAR

Acordem! Ó humanos prisioneiros 
Do medo que controla vossas mentes; 
Venham viver os tempos verdadeiros...
Libertem-se das garras e correntes;

Abandonem os votos corriqueiros 
Dum passado vendido aos descontentes; 
Venham amigos, sejam os primeiros 
A despertarem dos contratos doentes;

Vamos juntos vencer esta batalha 
De luz e trevas... e viver num mundo
Iluminado pelos lindos seres; 

Só a luz vive, só a luz gargalha... 
O resto é um vazio no profundo 
Mundo escuro dos mórbidos prazeres; 

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

NOSSOS LÁBIOS















Nossos lábios são harpas majestosas;
Quando se tocam formam melodias
Que ouvimos juntos das mais lindas rosas... 
Que afloram no passar doce dos dias;

São pérolas nas noites luminosas... 
São versos lapidados em poesias... 
São o néctar das flores mais formosas 
Bebidos nos jardins das fantasias;

Nossos corações são ninhos de amor... 
São castelos da mais virginal flor 
Que zelamos por toda a nossa vida; 

Nossas almas são céus lindos de anil... 
São véus que cobrem o rosto febril... 
São uma primavera colorida;   

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

SONETO AO STRIPTEASE














SONETO AO STRIPTEASE

O jogo sutil da provocação...
A dança majestosa que dá vida 
Ao casal que busca uma relação 
Verdadeira de amor bem definida; 

Aos poucos peça por peça no chão... 
Tua pele vai sim sendo despida... 
Os seios empinados... tentação 
Sublime por ti a mim proferida; 

É encantador este teu despir... 
Ver as peças aos poucos no chão cair... 
Ver o teu corpo nu envolto ao meu;  

Teu jeito sensual que me rendeu... 
Sempre antes do amor quero uma reprise... 
Quero a suave dança do striptease;
 
15-08-13 soneto

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

CINDERELA

















A Cinderela era a filha
Do mais rico comerciante...
As fadinhas na dedilha
Tocavam a harpa vibrante;

Depois que seu pai morreu...
Sua madrasta malvada
Nada mais para ela deu...
E tornou-se escravizada;

Tornaram-na serviçal...
E faziam malvadezas...
A menina de cristal
Mergulhava nas tristezas;

Os animais da floresta...
Os seus únicos amigos...
Sempre faziam a festa
Livrando ela dos perigos;

O rei um baile anunciou
Para o príncipe escolher...
A esposa que não achou
No seu sublime viver;

Por Cinderela ser bela
A madrasta então falou...
Que não poderia ir ela
Com os trapos que catou;

Na ajuda dos amiguinhos
Pode então ter seu vestido...
Encheu todos de beijinhos
Pelo brilho enaltecido;

As filhas dela rasgaram
O vestido tão brilhante...
Porque muito invejaram
A princesinha radiante;

Muito triste ela olhava
O castelo na colina...
Chorava e também rezava
A mais bonita menina;

Foi então que apareceu
A sua fada madrinha...
E um vestidinho teceu
Com sua linda varinha;

Ela estava encantadora...
O príncipe bem notou
E não houve a tal demora...
Logo com ela dançou;

A meia-noite acabou
Todo o encanto, ela correu
E sem perceber deixou
O lindo sapato seu;

O príncipe então buscou
Por todo o reino a mulher
Do sapato que ficou
Na escadaria qualquer;

Todas tentaram e nada...
Até as filhas malvadas
Que deixaram lá trancada
Cinderela e suas fadas;

O príncipe fez descer
Cinderela que provou
O sapatinho a tecer
Seu pezinho que brilhou;

 Dentro do seu coração
O príncipe já sabia...
Que com aquele botão
De flor ele casaria;

 Casaram-se por amor...
Foram felizes reinando...
Sempre cheios de fulgor
Nos rostinhos suspirando;

20-21-09-13