1 1
Home Quem escreve Meus livros Contato

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

JÁ NÃO BASTA

Já não basta mais sonhar...
O amor em mim quer bem mais...
Vem nos meus lábios deixar
Os teus beijos celestiais;

A minha alma na tua alma
Se completa lindamente...
Feche os teus olhos com calma
E me sinta docemente;

Nossos corpos rolam nus
Pela cama perfumada...
Vamos nos unir em luz
Para sempre minha amada;

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

CALMA

 Calma minhas virgens! Calma!...
Agüentem a ardência na flor...
É normal sentirem nela e na alma
A chama violenta do amor;

Calma! Coloquem a aberta palma
Da mão para controlarem o calor...
Logo a flor se acalma...
Logo sentiram nela o último tremor!

Calma! Chegará a hora que os dedos
Desvendaram os últimos segredos
Que a flor tão bem esconde… Onde?

Sem avisar vem a menstruação
Que leva embora a solidão
Da flor que a calcinha esconde!  

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

O DESTINO DESTE MUNDO

O que podemos nós fazer? É tarde!
A canção das estrelas é tão triste;
A lua chora lá sozinha e assiste
O majestoso céu tremer... como arde!

Gritos de seres frios... voz covarde
De bocas sonolentas... O que ouviste
Alma lânguida que nunca mais riste?
O teu riso doente é frio... Não guarde!

Gargalha absurdamente... tal palhaço
Rindo de si mesmo em círculos d’aço...
Assistindo o destino deste mundo;

Ouço os sons tristes numa terra fria;
Os rouxinóis não fazem mais poesia
Com o seu canto cândido e profundo;  

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

FAZENDO AMOR

Nos despimos lentamente...
Mãos correm na pele nua
Dos corpos calidamente
Se amando ao clarão da lua;

As pernas entrelaçadas...
Carinhos vivificantes
Nas mais doces madrugadas
Vendo as estrelas brilhantes;

Lábios molhados dos beijos
Cheios de paixão sentidos...
Alimentam os desejos
De dois corpos já rendidos;

Aromas do amor pelo ar...
Corpos suados na cama...
Traduzem o verbo amar
Nesta chama que se inflama;

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

DEIXO PEGADAS

Deixo pegadas na neve...
A solidão é gelada...
É como um sonho tão breve
Tido na noite passada;

Minhas lembranças são flocos
De neve cobrindo o chão...
Dividindo em mil os blocos
Que formam meu coração;

Sentimentos congelados
Na minha alma sonhadora...
O amor dos enamorados
Não é mais deste que chora;


quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

FIM DOS DIAS

E toda a raça humana vai tremer;
O sol não brilhará mais nas alturas;
Os dias cobrir-se-ão das mais escuras
Trevas... o mundo vai escurecer;

O medo... só o medo em cada ser;
Mortas às esperanças... guerras duras;
Grandes lutas em terras inseguras;
Vastidão e deserto a nos perder;

Fogo, ventos e as ondas mais imensas...
Nos mostraram o fim dos nossos dias...
O fim da humanidade mais bonita;

O desespero... as almas todas tensas;
As lágrimas profundas de agonias
Intermináveis... voz que tanto grita;

Soneto

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

COMO SÃO FELIZES AS VIRGENS

Como são felizes as virgens a caminhar
Pelo jardim todo em flor;
Caminham na esperança dum dia encontrar
O caminho do verdadeiro amor;

Caminham com o coração a palpitar...
E com a flor em intenso ardor;
Como apagar a chama a queimar?
Como controlar aquele doce tremor?

Deixem a flor que delira
Gemer como as cordas da lira...
Deixem ela do amor sentir...

E durmam na noite banhada de luz...
Durmam com os seios nus
E com a flor a sorrir;  

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

MOMENTO DE INSPIRAÇÃO

Sou a luz do meu caminho...
Sei que nunca estou sozinho;
Levo Deus no coração...
E um anjinho em cada mão;
Com coragem sigo em frente...
Sempre sendo transparente;
Tenho fé como alimento...
Sou o puro sentimento
Do amor que me faz capaz
De encontrar em mim a paz;

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

BUSCANDO O MEU EU SUPERIOR

Abrindo os portões da minha alma viva;
Respostas escondidas dentro em mim;
Meu ser é um belíssimo jardim;
É uma doce flor contemplativa;

Sou uma biblioteca ainda na ativa;
Sou a mensagem do anjo querubim;
Sou a pureza… a dádiva sem fim;
Eu sou parte da grande comitiva;

Eu sou tudo num só ser… sou a luz;
Sou o farol guiando doces almas
Que navegam por águas puras… calmas;

Eu sou o que sou, quem tanto reluz;
Eu sou o meu eu… meu eu libertado;
Sou a dádiva viva… o ser amado;   

Soneto

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

A PAZ INTERIOR

Lembranças dos meus anos mais queridos...
Da vida tão mais bela e divertida;
São flores virginais da colorida
Primavera de tempos doces, idos;

Meu coração suspira sonhos tidos...
Minha alma canta a luz da minha vida...
Canta a paz interior ainda escondida
Dentro de mim, a paz dos meus pedidos;

E eu sei que a verdadeira paz existe
Nestas doces lembranças bem guardadas
Dentro do meu ser criança... dentro em mim;

E nada daquela idade era triste...
Lembranças que serão sempre lembradas
Na busca da paz do anjo querubim; 

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

BUSCO

Busco dentro de mim o puro verso
Para expressar o meu forte desejo;
Sonho com teu carinho, com teu beijo...
Com cada estrela nua no universo;

Brandos ventos, perfume teu disperso
Nos ares, doce aroma que manejo
Com a respiração, vendo o meu pejo
Esconder-se de mim quando converso;

Busco amor nas palavras mais bonitas...
Raros diamantes dentro do meu ser
Brilhando lindamente a me sorver;

Busco respostas, luzes infinitas...
Busco as flores mais lindas do jardim...
Busco beleza aqui dentro de mim;                                  

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

NA TUA FACE

Na tua face o sol resplandece...
O arco-íris ganha vida e cores...
A vida por si só acontece
Suspirando de sonhos e amores;

Na tua face a luz adormece...
E a noite se silencia nos frescores
Da brisa leve que passa e tece
Um caminho só de flores;

Na tua face contemplo um sorriso...
Um olhar vivaz e profundo...
Uns lábios a espera de doces beijos;

Na tua face a beleza do paraíso...
Este doce pedaço doutro mundo...
Este caminho de lampejos;

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

VAMOS CONTAR ESTRELAS

Olhe a imensidão... do céu gelado...
Olhe quantas estrelas... espalhadas
Pelo manto da escuridão... maravilhado
Por ter todas elas... ali paradas;

Olhe a solidão... o rio derramado
Pelas milhares de velas... douradas...
Pelos pedaços de um coração... quebrado
Jogado sobre aquelas... purificadas;

Vamos contar... estrelas no céu...
Vamos desenhar corações... e flores
Nas estradas infinitas... maravilhosas;

Vamos tirar... delas o véu
E vê-las como botões... tentadores
De rosas bonitas... preciosas;  

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

SONETO AO CELULAR

Controlador de humanos arranjados
Que vem enclausurando a sociedade;
Pequenos e portáteis, programados
Para sugar a tua liberdade;

Modelinhos bonitos, disfarçados...
Que te levam a uma outra realidade;
Humanos prisioneiros de legados
Tecnológicos para a eternidade;

Tiram fotos, invadem outras vidas...
Relações amorosas num torpedo
Podem terminar com o amor tão quedo;

Aparelho das horas não vividas...
Eu não te uso nem para despertar
Nas minhas manhãs lindas... Celular;

Soneto 


segunda-feira, 4 de novembro de 2013

SONETO AO STATUS

Status é um comprar só por comprar
Coisas que você não quer, com dinheiro
Que você não tem, para se mostrar
Para quem você não é verdadeiro;

Status é andar num carro a pagar
Prestações bem amargas ao banqueiro;
Custa caro querer impressionar
A vizinhança a te ver no atoleiro;

Status te leva ao topo da arrogância...
Tirando da tua alma a real fragrância
Conquistada nos teus anos de criança;

Status para entrar numa realidade
Falsa, para juntar-se a sociedade
De seres presos na própria lembrança;


Soneto

sábado, 2 de novembro de 2013

DIA DOS MORTOS

Dia da lembrança e da saudade;
Da missa celebrada no cemitério...
Para homenagear aqueles que por vontade
De Deus descansam no caixão funéreo;

Dia da tristeza e da infelicidade;
Dia para se pensar no mistério
Que é a morte... e na ida para a eternidade...
Para outro plano etéreo;

Dia das flores novas
Em vasos com água sobre as covas...
E velas acessas ao lado da imagem;

Dia da missa rezada em dó
Para quem já virou pó...
Para quem já fez a última viagem!...

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

TERRA DO CHAMPANHA

Pedaço do meu coração... minha terra!...
Linda região... da serra...
Onde passa a Maria... Fumaça
Sempre espalhando alegria... e graça;
Terra dos espumantes... das cantinas...
Das lindas e exuberantes... meninas;
Terra dos vinhos... finos...
Dos passeios por caminhos... divinos!...
Terra onde o passado... é visto de Tim-Tim...
É admirado, fotografado... é um imódico jardim...
Garibaldi é a minha... cidade...
É a terra da rainha... da felicidade...
Então venha realizar... uma façanha!
Venha à Garibaldi degustar... o Champanha;

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

HOSTES ANGELICAIS

Hostes angelicais que das alturas
Mais belas do céu zelam nossos passos;
Hostes celestes de anjos nos teus braços
Meu divino Deus das doces frescuras;

Noites mágicas, noites tão escuras...
Anjos de luz nos cândidos espaços...
Ó legião de anjos límpidos nas puras
Noites de sentimentos aos enlaços!...

Lindo brilho na doce imensidão...
Anjos vestidos no puro brancor
Que cobre os céus nas lindas madrugadas!...

Lene vento no forte turbilhão
De luzes que os céus cortam no frescor
Das noites mais serenas e zeladas!...

Soneto

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

NA TUA VOZ

Na tua voz suave a primavera
Desabrocha enchendo o jardim de cores;
Como é lindo o teu canto nesta esfera
De luz, é lindo tanto quanto as flores;

No silêncio da noite tu espera
Brancas formas angélicas, fulgores
Duma luz celestial que nos supera
Pela imensa beleza e reais brancores;

Quero ouvir teu canto eleito, tal prece
Cantada para o altíssimo que tece
Este caminho de luz no qual andas;

E ouvindo-te das cândidas varandas...
Entrego minha alma à voz doce e bela
Lapidada nos lábios teus Lisbela;

Soneto

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

AO MEU ETERNO AMOR

Ao meu eterno amor esta lembrança...
Estas palavras que o meu coração
Lapidou lindamente na esperança
De poder ouvir a nossa canção;

Minha alma se alimenta da paixão
Que ferve no teu peito doce criança;
És o meu eterno amor... perdição...
És minha paixão, minha doce herança;

Suspiro os teus amores virginais...
Os teus perfumes tão suaves no ar...
A tua beleza a me conquistar;

Suspiro os teus aromas naturais
E os teus olhares lindos de se ver...
Suspiro o teu amor a me querer;

Soneto                                   

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

CAVEIRA DE UM POETA

Cinzas da carne reduzida... a pó...
Larva cósmica da podre... substância...
Resíduos do corpo suicida... e só
Na putrefação nobre... e na ânsia

Vermicular desconhecida... dos platelmintos sem dó...
Se fartando até que nada sobre... da superabundância
Da minha carne contorcida... como o nó
Da gravata que cobre... meu pescoço com elegância;

Dentro do caixão o crânio... vazio...
Os olhos arrancados... sem piedade
E o terno preto em estado final... de decomposição;

Dentro dele um osso de titânio... sombrio...
E ventos gelados... em liberdade
Percorrendo minha caveira ao natural... na escuridão;

sábado, 19 de outubro de 2013

VOZES DO NOSSO INTERIOR

Um coração, uma alma, uma paixão...
Um beijo, um toque, um tímido carinho...
Um abraço apertado, uma canção
De amor a iluminar o teu rostinho;

Uma esperança, um sonho, uma visão...
Um jardim, uma rosa sem espinho...
Um sentimento lindo desde então
Que alegra meu peito ainda tão sozinho;

Uma chama de amor a florescer...
Uma palavra linda de dizer...
Uns olhos tão brilhantes me sorrindo;

Uma lembrança tão bela guardada...
Uma estrela a brilhar na madrugada...
Um luar vestindo o manto mais lindo;

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

FLOR


Flor dadivosa que do perfume eu bebo;
Queria junto de ti à noitinha dormir...
Queria com a pureza do amor que percebo
Crescer dentro de mim te cobrir;

Sou tão jovem, e ainda mancebo
Para querer dormir junto a ti e sorrir;
És uma flor, e só o que de ti recebo
É o teu perfume a me seduzir;

Tuas pétalas se abrem e eu estremeço...
O perfume delas vem em minha direção
E inebriam meu pobre coração;

É tanta pureza... Será que eu mereço
Sentir o teu perfume de donzela...
Será que eu mereço minha flor bela...

terça-feira, 15 de outubro de 2013

PROFESSORES

São estrelas em fulgores...
São sonhos a acontecer...
São diamantes que os valores
Não se pode dizer;

São como o aroma suave das flores...
São a palavra e o saber...
São um arco-íris de cores
A cobrir o céu no alvorecer;

São a estrada da vida...
A primavera mais colorida...
A luz de cada manhã.

São a esperança dum amanhã
Verem o cristal mais bonito

Brilhar lindamente no infinito;

Poesia

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

QUERIA SER O ZÉFIRO

Queria ser o zéfiro e brincar na candura
Dos teus cabelos castanhos, perfumados;
Queria tão somente despertar da loucura
Destes meus sonhos estranhos, alucinados;

Queria parar de sonhar com a doçura
Dos teus lábios em tamanhos desejados;
Queria apenas me encontrar na escura
Noite sem os ganhos imaginados;

Queria ouvir cada batida do teu coração...
Ver-te lindamente sorrir de antemão
Como uma borboleta pelo ar;

Queria mergulhar fundo nos teus cachos
Como se eles fossem o mais profundo dos riachos...
Queria me embriagar de tanto te amar!...

domingo, 13 de outubro de 2013

GOSTAR E AMAR

Gostar é enganar o coração...
Amar é a mais pura realização;
Gostar é sentir mais tarde o espinho...
Amar é receber agora um carinho;
Gostar é dor que não desatina...
Amar é chama que domina;
Gostar é um querer esquecer...
Amar é fazer acontecer;
Gostar é esperar por quem nunca vem...
Amar é se entregar de alma para alguém;
Gostar é ficar na saudade...
Amar é encontrar felicidade;
Gostar é tempo perdido...
Amar é não sair ferido;
Gostar é fantasiar...
Amar é simplesmente amar;

terça-feira, 1 de outubro de 2013

DA REGRESSÃO HUMANA

Só pensamos no dinheiro, na materialização...
No luxo, no carro do ano, na roupa elegante;
E com isso esquecemos da alma e do coração...
Deste pequeno e tão raro diamante!

Vivemos uma vida à toa, onde a ilusão
Nos leva para uma atmosfera distante...
Só percebemos a chegada da escuridão
Quando o sol deixa de ser tão brilhante!

Estamos regredindo ao invés de evoluir...
Estamos destruindo ao invés de construir...
Estamos matando o nosso planeta...

E matando a nós mesmos
Sombras que vagam sem esmos...
Uma a uma em direção a uma valeta!...

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

ORAÇÃO AO VINHO

Senhor! Meu diviníssimo Deus...
Abençoe este vinho que os filhos teus
Estão prestes a beber e sorrir...
Beber até o mais profundo dos sonos vir;
Deixai que este vinho desça como água
E afogue a interminável mágoa...
Deixai que ele desça e nos dê alegria
Nesta noite nevoenta e fria;
Senhor meu Deus! Que este vinho tinto
Tire de mim todo o rancor que sinto;
Que ele me mostre como a vida é bela
Mesmo sem ter ao lado uma donzela;
Meu Deus! Que este fino vinho
Faça com que eu não mais me sinta sozinho...
Faça com que eu esqueça a cicatriz
E viva rindo da vida... viva feliz!

domingo, 29 de setembro de 2013

DONZELA

Queria a donzela tocar... o céu
E abraçar as estrelas... dos desejos;
Queria ela ficar... ao léu
Como as outras donzelas... cheias de tejos;

Queria a donzela usar... o véu
Entre mil velas... de lampejos;
Queria ela tornar... réu
Este que nas noites belas... pedia beijos;

Queria a donzela viver... o amor...
Provocar a colisão... de dois mundos...
Dividir o mar... ao meio;

Bem quis a donzela adormecer... no fulgor
Do meu coração... de sentimentos profundos...
E docemente acordar... sobre o meu seio;

Poesia

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Ó NOITES FRIAS

Ó noites frias e maravilhosas...
Ó noites de perfumes e de flores
De brancas e vermelhas e medrosas
Flores cálidas de eternais amores;

Ó noites estreladas e formosas...
Vestidas com o manto dos brancores
Mais puros das donzelas dadivosas
Espalhando nos céus finos odores;

Olhe donzela, como a noite brilha...
Como um anjo feliz a harpa dedilha...
Como a brisa suspira e passa e canta;

Olhe bem minha virgem como encanta
O leve passar dela pelos ares...
Olhe donzela, que lindos luares!... 

Soneto

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

SINTO TEU CORPO

Sinto teu corpo flor pura... se entrega!...
Vem devagar para o contentamento
Meu... vem bem de leve até mim, se esfrega
Junto ao meu peito cândido e contento;

Não tenhas medo não! Vem e me pega...
Sou teu gato... estou no teu pensamento!...
Vem a mim e meus olhos tristes rega...
Rega com o teu puro atrevimento;

Mas insisto... vens, mas vens devagar...
Quero sentir o teu doce tocar...
Quero meu corpo bem assim contigo;

Me sinta como te sinto comigo...
Vem sem medo donzela, e me domina...        
Venha nua... venha assim... ó menina; 

Soneto 

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

DEIXE QUE O TEU OLHAR BELO

Deixe que o teu olhar belo menina...
Encontre nas estrelas sorridentes
O sentimento que tanto fascina
Os nossos corações puros e ardentes;

Deixe-o buscar, ó cândida menina...
O amor se derramando nas contentes
Estrelas que na noite cristalina
Reinam nos céus mais fortes e luzentes;

Como são lindas todas lá paradas
Iluminando as nossas madrugadas
E a nossa alma, e também nossa amizade;

As estrelas são tão maravilhosas
Quanto as mais coloridas e formosas
Rosas que dou-te na felicidade; 

Soneto

domingo, 11 de agosto de 2013

SONETO A MEU PAI

Ó meu Pai... obrigado pela vida...
Por todos estes anos cá comigo;
Obrigado por seres meu amigo;
Por seres a palavra tão medida;

Me protegeste de toda a ferida...
Mostrando-me o caminho que hoje sigo...
Sem seu carinho e amor eu não consigo
Encontrar-me na estrada merecida;

As aves sonorizam meu caminho;
Contigo ao lado não estou sozinho;
Me sinto tão seguro e feliz Pai;

E nos segredos, e na luz formosa...
Deixo minha lembrança mais preciosa
Do tempo de criança que se vai!...


Soneto

sábado, 20 de julho de 2013

CHAMPAGNE

CHAMPAGNE

Cachos da rendição nos parreirais;
Moídos pelas cantinas na emoção
Da bebida que com fermentação
Faz borbulhas em taças de cristais;

Bebida dos aromas naturais;
Borbulhas do prazer, da sedução…
Que embriagam doces almas na atração
Fatal da carne presa em ideais;

Bebida de glamour na sociedade…
Servida bem gelada com caviar
Nas festas onde o luxo predomina;

Nos olhos, brilhos de felicidade;
Champagne das garrafas a jorrar…
Champagne que me eleva e me fascina;


Soneto

domingo, 14 de julho de 2013

VISÕES DA MINHA MORTE

VISÕES DA MINHA MORTE

Dama negra, por que bates na porta?
Vieste buscar minha alma que jaz morta..
Entre… estou no meu leito agonizando…
Chamando-te por horas e mais horas…
Suplicando-te nas últimas horas
Para partir com os olhos fechando;

Podes entrar no meu quarto assim dama…
Vestida no negror que te dá fama;
Estou de cama com terminal doença;
Respiro ofegante o teu frio ar morte…
Sinto-te aqui comigo doce morte…
Não temerei jamais tua presença;

Quando entraste no meu quarto sozinha…
Vi o medo na minha alma tristinha;
Solucei os meus ais quase infinitos…
Abri meus braços lânguidos sorrindo…
E vi-te ó morte ao meu lado sorrindo…
E vendo-te assim eu sorri aos gritos;

Estiveste comigo na triste hora…
Na hora que levaste a alma minha embora;
Lágrimas derramei dos olhos meus…
Lágrimas que secaste do meu rosto…
Puras lágrimas que em meu triste rosto
Rolaram com os tantos sonhos… Deus;

Estarrecido olhei a minha volta;
Nenhum anjo faria a minha escolta…
Olhava para o lado e ela sorria…
Arrebatado em minha cama e só,
Eu sentia que não estava só…
Do meu lado ela não… ela não saía;

Ela jamais falava ao meu ouvido;
Murmurava de longe… “meu querido”…
Vim levar-te para o reino dos céus…
Não temas minha fúnebre presença…
Não sinta-se mal na minha presença;
Só vim cobrir-te com meus brancos véus;

E nas visões fúnebres que eu tinha…
Eu via corvos na janela minha…
Aves horrendas de frios sarcasmos;
As vi fitando o meu corpo finito…
Afiando suas garras de finito…
Como se fossem gélidos espasmos;

Uma voz trêmula erguia-se em mim;
Murmurava palavras num esplim
Profundo e derradeiro de mistérios
Não revelados a alma sem pilares…
Gemendo nos altares sem pilares…
As dores de profundos sacrilégios;

E quando a noite, no total negrume…
Ouço o barulho que ninguém assume;
Sinto ela ao meu redor fazendo adejos…
A cortina sacode lentamente…
Os pêlos do meu braço lentamente
Arrepiam, e morrem meus ansejos;

E quando por vez os meus olhos nus
Já não virem mais a límpida luz;
E quando frio o meu corpo ficar…
Deixem entrar as aves funerárias…
Deixem elas comerem funerárias
Sobras dum corpo a se desintegrar;

E quando for ouvido o último som
Enquanto meu rosto ainda tiver tom
Corado… enquanto minha lucidez
Ainda se manter forte e preservada…
Guardem a última imagem preservada
Do meu ser que partiu de uma vez;

As fibras sustentadas na minha alma
Vão se rompendo uma à uma com calma…
A endecha que ouço é fúnebre e fatal…
De uma lamúria insigne profunda…
Regozijo da minha alma profunda
Vendo escadas e torres de cristal;

Visões desfiguradas no negror
Do meu quarto cheirando todo a flor…
Longos suspiros, últimos suspiros…
Sensação de dormência penitente…
De uma lágrima doce e penitente
Cair dos meus olhos mórbidos aos giros;

Os meus sonhos de outrora são defuntos…
Vão comigo descer, todinhos juntos;
Hão de chorar as flores que eu colhia…
Todas murchando nos vasos com água…
Pétalas caindo dentro da turva água
Do vaso que a mão minha outrora erguia;

E nas palavras que eu não mais dizia…
Por ver o vulto da morte sombria
Ao meu lado aqui no quarto gelado…
Eu previa e sentia que era o fim…
Que os meus dias teriam por vez fim…
Que eu fecharia os olhos meus calado;

Sentindo no peito as fracas batidas…
Não mais machucam as minhas feridas;
Minha tristeza já é morta em mim;
Minhas lágrimas são gotas douradas…
São sonhos lindos nas noites douradas…
São perseidas tombadas no sem fim;

Os que amei nesta vida retumbante…
Como os encontro em um sonho distante?
Onde estão? Estão todos já dispersos…
Sucumbiram lá nos frios caixões…
Viraram cinzas nos negros caixões…
Pó cósmico nos doces universos;

 Metrificada