LAPIDANDO VERSOS

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segunda-feira, 4 de maio de 2015

SAINT GERMAIN

Guardião da chama da transmutação...
Da liberdade e do perdão divino;
Alimente cada alma em formação
Com justiça e amor mestre cristalino;

Que a chama violeta, a chama da ação
Presente entre nós... nos mostre o menino
De luz que todos somos... nada é vão;
Eu sou a luz se assim eu determino;

Nos envolva em teu manto mestre ascenso...
Somos teus filhos de luz, buscadores
Do caminho sereno envolto em flores;

No aroma magistral do doce incenso
Elevo minha luz para as alturas...
Para bem junto das tuas alvuras;                                    

segunda-feira, 27 de abril de 2015

CÉU

Olho o manto celeste nas alturas...
Que formosura aquele céu anil;
Anjos devem pairar nas esculturas
Brancas das nuvens límpidas de abril;

Meu sorriso derrama cores puras...
Minha alma descansa entre flores mil...
Onde os zéfiros cheios de frescuras
Brincam contentes na tarde febril;

Os meus olhos mergulham neste azul...
E tudo que sinto em mim é amor...
É algo indescritível numa cor;

E este azul me carrega para o sul
Num sopro tão sereno, numa brisa
Que corre meu corpo e me suaviza; 

segunda-feira, 16 de março de 2015

PALÁCIO DO PLANALTO

No palácio do planalto...
Toda a podridão reunida...
Planejando um novo assalto
Para cada doce vida;

Só babacas de gravata
Fudendo com todo o povo;
Assinando nomes na ata...
Cada um merece um ovo;

Merece um ovo bem podre
Para federem bastante;
Classezinha nada nobre
Sempre roubando o montante;

No palácio luxuoso
Bancado por todos nós...
Só arrogantes em gozo
Fugindo da nossa voz;

Eles são todos santinhos...
Santinhos de um pau bem oco;
Com seus falsos sorrisinhos
Merecendo um baita soco;    

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

COMO UMA CRIANÇA NOVAMENTE

Imagens da minha idade mais pura...
Dos meus anos de criança vangloriados;
Vislumbres dos meus tempos retratados
Em versos cheios de amor e ternura;

Meu sorriso corria em formosura...
Meus olhinhos vestidos com bordados
Magistrais eram tão bem cuidados...
Eram pérolas cheias de candura;

A alegria vestia o meu sorriso...
E eu corria e corria em direção
Ao mais maravilhoso paraíso;

Eu sentia no peito o coração
Bater tão mansamente... dando um riso
De criança vindo da alma em rendição;