LAPIDANDO VERSOS

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segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

FAZENDO AMOR

Nos despimos lentamente...
Mãos correm na pele nua
Dos corpos calidamente
Se amando ao clarão da lua;

As pernas entrelaçadas...
Carinhos vivificantes
Nas mais doces madrugadas
Vendo as estrelas brilhantes;

Lábios molhados dos beijos
Cheios de paixão sentidos...
Alimentam os desejos
De dois corpos já rendidos;

Aromas do amor pelo ar...
Corpos suados na cama...
Traduzem o verbo amar
Nesta chama que se inflama;

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

DEIXO PEGADAS

Deixo pegadas na neve...
A solidão é gelada...
É como um sonho tão breve
Tido na noite passada;

Minhas lembranças são flocos
De neve cobrindo o chão...
Dividindo em mil os blocos
Que formam meu coração;

Sentimentos congelados
Na minha alma sonhadora...
O amor dos enamorados
Não é mais deste que chora;


quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

FIM DOS DIAS

E toda a raça humana vai tremer;
O sol não brilhará mais nas alturas;
Os dias cobrir-se-ão das mais escuras
Trevas... o mundo vai escurecer;

O medo... só o medo em cada ser;
Mortas às esperanças... guerras duras;
Grandes lutas em terras inseguras;
Vastidão e deserto a nos perder;

Fogo, ventos e as ondas mais imensas...
Nos mostraram o fim dos nossos dias...
O fim da humanidade mais bonita;

O desespero... as almas todas tensas;
As lágrimas profundas de agonias
Intermináveis... voz que tanto grita;

Soneto

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

COMO SÃO FELIZES AS VIRGENS

Como são felizes as virgens a caminhar
Pelo jardim todo em flor;
Caminham na esperança dum dia encontrar
O caminho do verdadeiro amor;

Caminham com o coração a palpitar...
E com a flor em intenso ardor;
Como apagar a chama a queimar?
Como controlar aquele doce tremor?

Deixem a flor que delira
Gemer como as cordas da lira...
Deixem ela do amor sentir...

E durmam na noite banhada de luz...
Durmam com os seios nus
E com a flor a sorrir;